Esse é um espaço que tenho para escrever o que penso, o que sinto. Fazer críticas sobre a sociedade, o mundo que vivemos, as atitudes e julgamentos das pessoas.

É sempre bom ver o que os outros pensam, cada um tem seu ponto de vista, e esse é o meu. Espero que gostem, pois o que faço é com muito carinho.

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Quem conta as histórias?

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Uma pessoa que adora escrever e usa a escrita como um desabafo sobre seus sentimentos e críticas que muitas vezes tem dificuldade de expor em seu dia-a-dia. Estudante de Pedagogia da Universidade de Brasília. (ingridraina.dirgni@gmail.com)

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Clarice Lispector

domingo, 10 de abril de 2011

Mrs. Lonely



Hoje eu acordei tarde. Olhei para um lado e não tinha ninguém. Olhei para o outro e me deparei com a parede. Eu estava sozinha naquele lugar sombrio. Logo vieram os pensamentos para me atormentarem.

“Por que você quer deixá-lo?”, eles perguntavam. A resposta não era fácil. Não era fácil de explicar, mas era fácil de sentir. E o que eu estava sentindo era dor.

“Me deixem!”, gritei como se eu pudesse obrigar meus pensamentos a se calarem. Espere... Eu podia. Podia, não? Não. Eles são mais fortes do que eu. Meus sentimentos são mais fortes do que eu. A emoção vencendo a razão.

Como diz a música da Stacie Orrico, “Meu coração é como uma criança e minha mente é a sua mãe, eu tento lhe dizer o que é certo, mas o coração nem liga, ele grita e briga” (Tantrum). Uma criança rebelde que não obedece a mãe.

“Você já se perguntou o que está acontecendo?”, ele só sabia me fazer perguntar difíceis, mas essa não precisou de pensar muito na resposta. “Eu sei muito bem o que está acontecendo! Ele me abandonou!”. “Mas qual o motivo?”, ele não parava.

“Is it me? Am I so complicated? … And it’s the only question that I never asked.”, comecei a cantar outra música da Stacie Orrico. (Será eu? Eu sou tão complicada? E essa é a única pergunta que eu nunca me fiz / “Is it me”).

Esses dias eu estou ouvindo muitas músicas da Stacie. Me identifiquei com elas e me passam emoções e mensagens. Me fazem pensar em coisas que nunca questionei. Me mostram que eu não sou a única.

Às vezes falamos que estamos só, mas nunca estamos. Ou estamos no pensamento de alguém, ou com os nossos pensamentos, ou estamos juntos com todos aqueles que também acham que estão só.

Eu estou com você. E você? Está comigo?

Ingrid Raina

 

sábado, 9 de abril de 2011

O valor do simples II




O importante é dar valor para coisas simples. As coisas simples não são tão forçadas, são espontâneas...

Na vida, estamos sempre aprendendo algo. Principalmente com as pessoas, sendo elas, pessoas erradas ou pessoas certas. E como não sou diferente, também estou aprendendo.

Aprendi que um dia de tédio com a minha família, vale mais do que uma noite da festa do ano. Aprendi que rir com minha amiga faz muita falta quando fico rindo sozinha. Aprendi que só damos valor e importância quando perdemos. Aprendi que sair com minha mãe pro zoológico é bem mais legal do que ficar no msn com milhares de amigos. Aprendi que receber uma carona do meu pai é mais divertido do que ir de ônibus com um amigo.

Aprendi que dar valor na família é bem mais importante do que dar valor em estranhos. Aprendi que viver é errar, é conhecer pessoas más, mas também conhecer aquelas especiais.

Descobri que sempre vai ter uma pessoa que vai me amar do jeito que eu sou e que não preciso mudar pra agradar alguém, pois já estou agradando outra pessoa. Descobri que as brigas unem as pessoas se elas realmente se amam. Descobri que discutir não leva em nada, o jeito é obedecer ou tomar uma decisão sozinha.

Descobri que ser simples é ser feliz, pois eu vejo emoção e carinho nos mínimos detalhes, pois, quase sempre, a simplicidade é invisível. Então, todas aquelas fotos tiradas, todas as gargalhadas, os passeios, as besteiras, o silêncio e as lagrimas, significam alguma coisa, me ensinaram alguma coisa, marcaram de alguma maneira e me fizeram feliz naquele momento.

Sempre aprendemos algo com as pessoas que amamos, sendo boas ou ruins as lembranças, elas marcam de alguma forma.

Ingrid Raina

 

Vai apelar?



De que vale um abraço sem carinho, um sorriso sem estar feliz, uma conversa sem estar com vontade, um olhar sem ver? De que vale a vida sem o amor, sem esperança, sem um pouco de preguiça.

Qual a graça de viver sozinho? Precisamos de alguém do nosso lado e nada melhor do que esse alguém precisar de nós da mesma forma.

Qual a graça de ir ao shopping e não fazer bagunça? Qual a graça de ir pra escola só para estudar e não fazer amizades?

A vida levada muito a sério perde o sentido, temos que fazer nossas obrigações, mas também temos nosso horário de diversão e descanso.

Nem tudo é pra ser levado a sério, muitas pessoas apelam com certas brincadeiras, participem dela! Não deixem passar a chance de se divertir um pouco.

Claro que tudo tem sua hora, mas por que não quebrar as regras de vez em quando? Qual a graça de ser certinho sempre? O que você vai aprender com isso?

Vamos aproveitar os momentos que temos. Todos os dias vejo pessoas reclamando de tédio, mas nada fazem para mudar isso. Quantas oportunidades temos e só deixamos passar? Já pensou que pode não ter uma próxima vez?

Devemos confiar em nós e mergulhar de cabeça às vezes, pois tudo que não mata, machuca ‘rsrs, mas tudo que machuca deixa cicatriz e lembranças. Com as boas, nos divertimos e com as ruins, aprendemos.

Não custa nada ser feliz, ao contrário, a felicidade nos trás lucro...

Ingrid Raina


Cansei!




Vocês que não querem saber de mim, desculpa se eu não sou perfeita.

Vocês que não gostam de mim, eu só estou vivendo minha vida da maneira que acho melhor.

Vocês que não se interessam com que eu faço, meu Deus se interessa.

Gente, não nascemos para agradar ninguém e uma coisa que estou aprendendo é que ninguém quer nos agradar também. Então, por que correr atrás dessas pessoas? Vamos buscar quem realmente se importa, pois não precisamos buscar aqueles que não ligam, porque eles chegam até nós sozinhos.

Difícil não ter amigos, somos seres sociais e precisamos do contato com outras pessoas. Precisamos conversar, errar e aprender. Precisamos sofrer para saber em quem devemos confiar. Precisamos acreditar, pois ficar desconfiando de todos não nos leva a nada.

Queremos pessoas sinceras, mas se elas fossem tão sinceras, não iríamos gostar delas. Vai entender... O ser humano é complicado mesmo.

Ingrid Raina


terça-feira, 5 de abril de 2011

Bom demais pra ser verdade... Parte IV



As férias estavam chegando e eu já sabia como ia terminar nossa história, ele iria me deixar... Claro que nosso namoro não iria durar tanto, já fazia 2 semanas que estávamos juntos.

Ele marcou um passeio ao mesmo shopping depois da aula. Fomos ao estacionamento como de costume.

-As férias estão próximas... Odeio isso!

-Férias são ótimas. Tem que ter descanso às vezes, Vitória.

Adorava quando ele falava meu nome, eu sentia um poder, não sei como explicar, só sei que eu amo tudo que vem dele.

-Depois das férias... Acaba tudo, não é?

-Claro que não.

Nossas conversas eram só “sim” e “não”. Não sei por que ainda estava com ele, além de me tratar super mal, ele não gostava de conversar e tinha vergonha de mim.

-Tem certeza?

-Já disse que não vai acabar!

Ele estava ficando nervoso, decidi ficar quieta. Apesar de acreditar um pouco nele, eu estava duvidando. Era óbvio demais.

Chegaram as férias e quase nunca ele entrava no msn. Eu, ao contrário, passava o dia inteiro esperando ele. Até que um dia ele apareceu:

Oie amoor!

Nem esperei ele entrar direito e já fui falando. Demorou tanto pra ele responder, fiquei com medo de ele ter ficado com raiva ou não estar querendo falar comigo. Mas depois de um tempão ele respondeu:

Oi

Desmoronei, eu vou toda animada e ele me fala “oi”? Apenas “oi”!!

Felipe está te chamando para uma conversa com vídeo
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Aceitei na hora. E ele estava perfeitamente lindo. Nem conversamos muito, como sempre, mas só de ficar olhando para ele bastava.

E assim foram minhas férias. Ficava no msn esperando ele entrar e quando ele entrava, ficávamos na webcam.

Último dia das férias... Ele entrou de noite, era um domingo e eu não tinha ida à igreja. Dessa vez, esperei que ele viesse falar comigo e quando ele veio...

Vi, desculpa, não dá mais.

Quando falou isso, ele me mandou o link de uma música e ficou off-line, ou melhor, ele me bloqueou.

Simplesmente não chorei, só comecei a me tremer um pouco. Desliguei o computador e fui tomar um banho para me acalmar.

Ele ficou 2 semanas sem aparecer na escola. Mas depois que voltou... Eu só sabia olhar para ele e parecia que ele não parava de olhar para mim. Eu sentia que ele ainda gostava de mim, mas não queria assumir por vergonha.

Comecei a entrar em depressão, chorei muito e parei de estudar, minhas notas caíram e eu só sabia sofrer mais e mais. Até que achei um novo amigo, mas que esse nunca iria ocupar o lugar vago pelo Felipe. Esse lugarzinho está e sempre estará reservado para ele, ainda tenho minhas esperanças que nossa história não teve fim e ele irá voltar...

Ingrid Raina

O vídeo que ele mandou:


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