Esse é um espaço que tenho para escrever o que penso, o que sinto. Fazer críticas sobre a sociedade, o mundo que vivemos, as atitudes e julgamentos das pessoas.

É sempre bom ver o que os outros pensam, cada um tem seu ponto de vista, e esse é o meu. Espero que gostem, pois o que faço é com muito carinho.

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Quem conta as histórias?

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Uma pessoa que adora escrever e usa a escrita como um desabafo sobre seus sentimentos e críticas que muitas vezes tem dificuldade de expor em seu dia-a-dia. Estudante de Pedagogia da Universidade de Brasília. (ingridraina.dirgni@gmail.com)

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Clarice Lispector

terça-feira, 5 de abril de 2011

Bom demais pra ser verdade... Parte IV



As férias estavam chegando e eu já sabia como ia terminar nossa história, ele iria me deixar... Claro que nosso namoro não iria durar tanto, já fazia 2 semanas que estávamos juntos.

Ele marcou um passeio ao mesmo shopping depois da aula. Fomos ao estacionamento como de costume.

-As férias estão próximas... Odeio isso!

-Férias são ótimas. Tem que ter descanso às vezes, Vitória.

Adorava quando ele falava meu nome, eu sentia um poder, não sei como explicar, só sei que eu amo tudo que vem dele.

-Depois das férias... Acaba tudo, não é?

-Claro que não.

Nossas conversas eram só “sim” e “não”. Não sei por que ainda estava com ele, além de me tratar super mal, ele não gostava de conversar e tinha vergonha de mim.

-Tem certeza?

-Já disse que não vai acabar!

Ele estava ficando nervoso, decidi ficar quieta. Apesar de acreditar um pouco nele, eu estava duvidando. Era óbvio demais.

Chegaram as férias e quase nunca ele entrava no msn. Eu, ao contrário, passava o dia inteiro esperando ele. Até que um dia ele apareceu:

Oie amoor!

Nem esperei ele entrar direito e já fui falando. Demorou tanto pra ele responder, fiquei com medo de ele ter ficado com raiva ou não estar querendo falar comigo. Mas depois de um tempão ele respondeu:

Oi

Desmoronei, eu vou toda animada e ele me fala “oi”? Apenas “oi”!!

Felipe está te chamando para uma conversa com vídeo
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Aceitei na hora. E ele estava perfeitamente lindo. Nem conversamos muito, como sempre, mas só de ficar olhando para ele bastava.

E assim foram minhas férias. Ficava no msn esperando ele entrar e quando ele entrava, ficávamos na webcam.

Último dia das férias... Ele entrou de noite, era um domingo e eu não tinha ida à igreja. Dessa vez, esperei que ele viesse falar comigo e quando ele veio...

Vi, desculpa, não dá mais.

Quando falou isso, ele me mandou o link de uma música e ficou off-line, ou melhor, ele me bloqueou.

Simplesmente não chorei, só comecei a me tremer um pouco. Desliguei o computador e fui tomar um banho para me acalmar.

Ele ficou 2 semanas sem aparecer na escola. Mas depois que voltou... Eu só sabia olhar para ele e parecia que ele não parava de olhar para mim. Eu sentia que ele ainda gostava de mim, mas não queria assumir por vergonha.

Comecei a entrar em depressão, chorei muito e parei de estudar, minhas notas caíram e eu só sabia sofrer mais e mais. Até que achei um novo amigo, mas que esse nunca iria ocupar o lugar vago pelo Felipe. Esse lugarzinho está e sempre estará reservado para ele, ainda tenho minhas esperanças que nossa história não teve fim e ele irá voltar...

Ingrid Raina

O vídeo que ele mandou:


Fim!




Pra tudo que começa, existe um final... Pra tudo que chega ao fim, trás a dor... Tudo que me trás dor, me trás saudade.

Como eu já disse, o Pra Sempre não existe. Mas o que dura, sempre é bom e insistimos em querer aquilo eternamente.

Tem pessoas que são tão especiais para nós, que amamos tanto, não conseguimos nos imaginar sem elas. Amigos.

Deus me enviou um presente. Dentro dele, tinha uma pessoa. Ela era muito legal, divertido e me ajudava muito a me distrair com meus problemas; esse presente tinha a garantia, que foram os primeiros dias que passei com ela e fui vendo que ela era a pessoa ideal para se chamar de melhor amigo. O que eu não sabia era que esse presente também tinha uma validade... Um dia eu teria que deixar o meu presente, mas não sabia qual seria esse dia...

Sinto que o dia está chegando, pois nossa amizade não é a mesma. Mudou tudo, não sei o motivo, mas agora você está muito grosseiro comigo, não tenta mais me ajudar, só sabe me chamar de chata e blábláblá, nem puxa mais conversa e quando eu tento falar com você...

Por que as amizades terminam? E por que as pessoas se importam com pequenos erros que cometemos? Eu não queria que tudo terminasse assim... Desculpa.

Agora tenho que achar alguém pra preencher seu lugar. Uma só não vai adiantar, pois você foi uma pessoa mais que especial para mim. Precisarei de muitos outros amigos pra ocupar o vazio que você está deixando em mim.

Sempre chega o dia e, se ele ainda não chegou, está bem próximo e não sei se vou agüentar.

Ingrid Raina

 

quinta-feira, 31 de março de 2011

Bom demais pra ser verdade... Parte III

No dia seguinte, quando acabou a aula, fui correndo para o shopping. Não sabia se ele realmente viria, pois não tinha o visto na escola.

Fiquei na entrada, pois não tínhamos marcado nenhum lugar e nem tínhamos trocado telefone. ¬¬

Quando ele chegou, comecei a me tremer de felicidade e nervosismo, parecia que eu nunca tinha saído com outros garotos. Ele era especial.

Abri um sorriso enorme e estava louca para abraçá-lo, mas ele passou direto. Dessa vez, ele olhou para trás e piscou. Interpretei aquilo como um convite para segui-lo.

-Por que está me seguindo?

Ele falou sorrindo para mim. Minha resposta foi somente uma risadinha sem graça.

-Onde estamos indo?

-Estacionamento.

Quando ele disse “em segredo”, era segredo para o mundo inteiro. Absolutamente ninguém poderia saber que estávamos juntos.

Chegamos ao estacionamento e sentamos em uma escada. Ele encostou-se à parede e ficou me olhando. Foi muito estranho. Não tínhamos nada o que falar um para o outro, pois nunca conversamos.

-Fala alguma coisa. Alguma pergunta.

-Hum, deixa eu pensar...

-Só não vem perguntar se eu te amo.

-Por quê?

-Porque se eu não te amasse, eu não estaria aqui com você. *-*

Pronto. Bastou ouvir isso, pra eu começar a me tremer mais ainda.

-Ai, eu estou tremendo demais...

-É, eu causo isso nas garotas. ; )

Ficamos um bom tempo no estacionamento, abraçados e nos beijando. Infelizmente estava ficando tarde e tínhamos que voltar para a realidade.

-Está ficando tarde, é melhor irmos.

-Te levo em casa.

Então fomos para minha casa. Quando chegamos na esquina...

-Sua mãe está em casa? Queria conhecê-la...

-Está sim, mas acho melhor não.

-Tudo bem.

Fui dar um beijinho de despedida e ele virou o rosto. Quase chorei naquela hora. Encostei minha cabeça no ombro dele e cochichei:

-Me beija, por favor!

-Alguém pode nos ver.

-Por favor.

Ele me deu um selinho super rápido e depois se despediu, sem nem um abraço. Tive que descer a rua sozinha, pois ele não queria que nos vissem juntos.

Comecei com as minhas conclusões. Ele tinha vergonha de mim. ele tinha vergonha de estar ao meu lado. Era a única explicação. A desculpa dele foi muito forçada e sem lógica. Claro que todas as garotas da escola queriam estar no meu lugar agora, mas elas seriam capazes de inventar histórias e ainda virem me contar?

...
Ingrid Raina

Decidi colocar duas músicas que tem um pouco a ver com a história.. Espero que estejam gostando:


quarta-feira, 30 de março de 2011

Bom demais pra ser verdade... Parte II



-Desculpa, eu estraguei o clima...

-Eu que me adiantei.

Ele falava sorrindo como se eu não tivesse feito algo errado. Ele parecia mais bobo do que eu. Isso me irritava, pois ele era perfeito demais para mim, o que ele queria?

-E então... Qual sua resposta?

-Depois disso, acho que é um sim.

Eu esperava outro beijo, tipo uma comemoração, mas ele fechou a cara. Ou ele não esperava um sim ou se irritou com alguma coisa.

-O que eu fiz? Ain, desculpa. O que foi?

-Nada, você não fez nada. Eu só estava pensando... Temos que manter nosso namoro em segredo.

Sempre existe um “mas” na história...

-Por quê?

-Porque...  Não quero que outras garotas venham em você para inventar histórias.

-Que tipo de histórias?

-Sempre inventam histórias de que eu tô traindo, essas coisas.

-Por mim tudo bem. – Estando com você...

Demorou, mas consegui o que eu queria. Ele veio, todo fofo, e me deu um beijo.

No dia seguinte, fui para escola toda feliz. Estava louca pra vê-lo e contar tudo para as minhas amigas.

Procurei o meu amor e quando eu o encontrei fui dar um oi:

-Oie Felipe!

Ele passou direto! Parecia que nunca tinha falado comigo antes. Meu queixo foi no chão e voltou de tão surpresa que fiquei. Como assim? Ele pede para namorar um dia antes e no outro já não lembra mais nem de mim?

Fiquei ali um tempo, na esperança de o ver voltar ou pelo menos olhar pra trás. Nada. Nem um olhar. Não dei conta daquilo, quase desabei.

Fui para aula de inglês. Talvez ali ele falasse comigo, como nos outros dias. Sentei no lugar de sempre e minha cadeira do lado vazia. E assim permaneceu a aula inteira. Ele não foi à aula. O que esse menino tem na cabeça? Está me evitando agora ou é drama meu?

Intervalo. Nem fui atrás dele, mas era uma missão impossível não esbarrar com aquele anjo. Afinal, ele era popular.

-Ai garota, olha por onde anda.

Eu arregalei os olhos não acreditando da maneira que ele falou comigo.

-Acho que eu sou cega mesmo... Ou talvez seja porque você é um nada.

Falei com cara de nojo, os amigos dele ficaram olhando para a reação dele. Mas novamente ele nada fez.

-Nooossaaa! Olha só quem esbarrou em você amiga!

-Um idiota cego.

Cego por não me ver, cego por esbarrar em mim, cego por não enxergar meus defeitos e ter me beijado.

-E você, burra, responde ele daquele jeito!

Eu burra por ter dito sim, burra por respondê-lo, burra por gostar dele e beijá-lo.

-É, eu sou muito burra mesmo.

O meu dia foi péssimo e quando cheguei em casa foi um alívio. Entrei no meu quarto, troquei minha roupa e fui para o computador. Mais uma má escolha no dia.

Oie minha linda.

¬¬

O que foi?

Você ainda pergunta?

Desculpa por hoje, mas como eu disse, temos que manter em segredo.

E você não pode nem me dar um “oi”? Ou pelo menos falar direito comigo?

É, tenho que mudar isso. Desculpa... Vamos sair amanhã? Shopping, depois da aula...

Claro. Vou adorar.

...
Ingrid Raina



Bom demais pra ser verdade... Parte I




Na vida sempre encontramos um alguém que nos decepcionam ou nos magoam, mas também tem aqueles que nos fazem feliz.

Minha história é simples e óbvia. Tudo começa quando se conhece um garoto e o nome dele era Felipe. Todo início é bom, aquela besteira de pessoinha apaixonada e mimimi.

Ele era um garoto alto, não muito bonito, mas tinha uma beleza interna por ser engraçado, inteligente e romântico (pelo menos nas primeiras semanas), tinha o cabelo negro e os olhos cor de mel. Eu era uma nada perto dele, simplesmente ele era o popular do colégio e eu uma qualquer invisível.

Volta às aulas, curiosidade imensa pra saber minha turma e tal. Minha surpresa, ele na turma de inglês! Foi um sonho. Uma turma pequena, pois nem todo mundo queria fazer inglês, então eu fiquei mais próxima dele do que imaginava e foi maravilhoso.

Engraçado que, quando estamos apaixonados, pensamos que a pessoa também está. E essa era a minha ilusão: eu pensava que ele estava olhando pra mim toda hora, mas claro que não, né, o que ele estava observando em mim? A minha esquisitice? Só pode.

Mas com os dias se passando, eu fui percebendo que realmente ele estava cada vez mais próximo. Pedia ajuda, sentava do lado, perguntava se eu tinha entendido, pedia material emprestado, coisinhas bestas, mas que me deixavam parecendo uma idiota de felicidade.

Então chegou um dia que eu não estava agüentando aquilo. Se ele estivesse afim de mim mesmo, ele viria e falaria, pois pra um garoto como ele era fácil receber um não, assim como era mais fácil ainda ouvir um sim. Decidi me afastar dele, não queria ficar mais iludida do que já estava e me magoar no final.

Mas ele não desistia! Ele queria algo, eu só não sabia o que. Talvez ajuda, pois eu era a expert da turma, ele só queria tirar nota boa no boletim. Talvez queria zoar da minha cara, típico de garotos babacas como ele.

-Oi, Vitória, eu... Queria saber... Se você já tem dupla pro trabalho?

-Não. Se quiser pode fazer comigo...

Eu sei! Eu estou exageradamente apaixonada por ele e simplesmente não sei falar não. Ele aceitou fazer o trabalho comigo, na minha casa. “Eu não quero mais nada com ele, nada, nada, nadinha” era o que dizia na minha mente, mas no coração falava outra coisa.

-Tem namorado, Vi?

Quem ele acha que eu sou? Namorado é coisa pra gente legal e bonita, eu só sou uma nerd. ¬¬

-Não tenho. E você?

Claro que ele ia rir da minha cara e falar que tinha, foi o que eu pensei...

-Solteiríssimo. Você quer um namorado?

Fiquei um pouco surpresa e confesso que a minha vontade foi de falar: só se for você. Mas falei:

-Então, Felipe, acho que estamos aqui para estudar.

-Eu sei, só fiz uma perguntar pra quebrar o clima sério.

Aqueles olhos encantadores e a voz com um tom meio sem graça era irresistível, eu não tinha que ter cortado a conversa. Me senti uma completa idiota.

-Claro que quero um namorado. Toda garota quer, isso não é novidade, nem mistério.

-Que tal eu?

Sim!!!

-Não sei, por que quer namorar comigo?

-Ah, você é inteligente, meiga e bonita... Gosto de você.

Eu já estava abrindo a boca pra falar “deixa eu pensar” e ele me roubou um beijo. Eu, inocente com tudo aquilo, interrompi me afastando. Fiquei olhando para ele com uma cara de vergonha. Por que eu sempre estrago esses momentos?

...
Ingrid Raina

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