Esse é um espaço que tenho para escrever o que penso, o que sinto. Fazer críticas sobre a sociedade, o mundo que vivemos, as atitudes e julgamentos das pessoas.

É sempre bom ver o que os outros pensam, cada um tem seu ponto de vista, e esse é o meu. Espero que gostem, pois o que faço é com muito carinho.

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Quem conta as histórias?

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Uma pessoa que adora escrever e usa a escrita como um desabafo sobre seus sentimentos e críticas que muitas vezes tem dificuldade de expor em seu dia-a-dia. Estudante de Pedagogia da Universidade de Brasília. (ingridraina.dirgni@gmail.com)

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Clarice Lispector

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Faço-lhe companhia


E sonhar é belo. Sonhar me trás a vida, me mostra a alegria, me faz querer continuar. Sonhar me deixa forte. Faz-me querer ser curiosa, faz-me querer ser audaciosa. Tentar seguir meu destino e realizar meus sonhos.

Mas eu não quero ir só. Preciso de apoio. Preciso ouvir “você consegue”, “continue em frente”, “eu estarei aqui”, “eu te ajudo”. Nada melhor do que ter alguém do seu lado.

Assim é bem mais fácil alcançar e superar nossos obstáculos. Acompanhados conseguimos vencer qualquer desafio.

Não importa quantos estarão comigo. Eu só quero que seja por vontade própria, que ele realmente esteja disponível para o que der e vier. E eu também o ajudarei sempre que algo brotar em seu caminho. Vou estar do lado dele da forma que quero que esteja do meu. O farei feliz sempre que uma lágrima ameaçar a cair. Irei te aconselhar e te guiar ao caminho correto. Mas quero que retribua todo o meu amor. Quero que me faça companhia da mesma forma que farei.

E no fina, a batalha valerá a pena. E não importa se venceremos ou não, importará que estaremos juntos até o final. Um ajudando o outro. Como dois vencedores!

Ingrid Raina

E no silêncio...

O silêncio guarda tantas coisas. Tantos segredos. Tantas palavras que querem ser ditas. Tantos sentimentos. Tanto sofrimento. Tantos gritos.

As pessoas ficam tão caladas quando estão pensando. Me pergunto o que está passando em suas mentes, o que ela está sentindo naquele momento, se ela tem algo para falar, mas a coragem a impede.

Fico as observando e tentando desvendar seus mistérios. Saber suas histórias. Conhecê-las melhor. Talvez pudesse eu ajudá-las de alguma forma.

Será que ela está amando? Escondendo algo de mim? Com raiva de alguém? Chateada com alguma coisa? É tão complicado entender as pessoas! Quem dera eu poder ler mentes. Saber de cada angústia oculta delas. Ver que todos temos problemas e, qual seja, é o mais difícil para ela, pois somente ela sabe o que está sofrendo, as perdas que estão ocorrendo, o estresse que a está consumindo e quão difícil superá-lo está sendo.

Queria eu poder descobrir a felicidade de cada. Saber seus sonhos e poder sonhar junto. Descobri seus medos. Descobrir seus amados. Queria eu poder compartilhar os meus também.

E como queria não precisar julgar as pessoas. Saber o que lhes passam pela mente e tentar compreendê-las melhor. Poder ajudar a todos. Conseguir fazê-los superar suas dores e traumas e assim, talvez, conseguir vê-los felizes e nunca mais precisarão esconder suas verdades no doloroso silêncio.

Mas eu só consigo ouvir os gritos e pedidos de ajuda por trás de todo esse silêncio.

Ingrid Raina



domingo, 28 de agosto de 2011

Rotina


Uma vida normal. As mesmas coisas a serem feitas. As mesmas pessoas a serem vistas. Os mesmos lugares a comparecer. As mesmas coisas a serem ouvidas. As mesmas chateações, as mesmas lembranças, as mesmas lágrimas, os mesmos sorrisos. Tudo a mesma coisa.

Essa rotina já está cansando. Nada muda. Nenhuma novidade. Nenhum assunto novo para ser discutido. O silêncio me consome. Não sei mais sobre o que falar; se fico calada, sou chata; se falo as mesmas coisas, sou chata. Não sei mais o que fazer, ou melhor, tenho muitas coisas a serem feitas. Me falta tempo, pois minhas obrigações ocupam todo o meu dia. E a diversão? Onde fica? Falta-me tempo até para falar com pessoas que eu gosto!

As tarefas são muitas e o tempo é pouco. Pouco até demais. Não era assim antigamente. Eu tinha tempo para desenhar, pintar, assistir desenhos, escrever, ler muito. Agora? Agora não tenho nem tenho suficiente para escrever boas redações para o blog.

A rotina me chateia. Me chateia por eu não fazer nada mais do que aquilo que faço todos os dias. E quando mudo alguma coisa, ela sempre tem que dar errado. Cansa.

Mas fazer o que... Não há mais nada que eu possa fazer além de reclamar e reclamar dela...

Ingrid Raina


Novas fontes


E agora eu me apego a mais um vício... Mas eu até me orgulho por esse vício. Todos nós deveríamos ser viciados nisso.

Uma felicidade: entrar em uma livraria. Eu simplesmente sou apaixonada por livros.

Agora eu não consigo mais de parar de ler. Todas as noites eu preciso de pelo menos uma hora de leitura. Viajar um pouco, aprender mais, novo vocabulário, novas aventuras, novas histórias. Uma nova diversão.

Romance, ficção, mistérios, drama, comédia. Livros para rir, chorar, pensar mais. Livros para nos iludir ou fazer acordarmos para a vida. Livros que vão nos aconselhar e ao mesmo tempo nos ferir. Livros para nos fazer criar esperanças, livros que vão dar um puxão na orelha e outros que vão mentir para nós.

Cada um tem a sua lição. Cada um tem o seu fã. Cada um tem aquele que não pára de ler até chegar ao seu final.

Livros fáceis de ler. Outros que exploram mais a nossa inteligência para compreendê-los. Livros que necessitam da nossa paciência. Outros que precisam do nosso humor. E também tem aqueles que precisam de nosso tempo.

Livros para todos os gostos, idade, estilo. Basta você escolher qual você se identifica mais e permitir que você viaje. Permitir que sua mente mergulhe na história. Participe da história.

Então o que você ainda está esperando para começar a ler? São tantas opções. Você não tem desculpa nenhuma para não ler. É uma coisa tão boa para distrair e também para aprender.

Ingrid Raina


sábado, 27 de agosto de 2011

27/08/2011 . Happy Birthday?


Mais um ano. Mais velha. Talvez mais chata. Talvez menos boba. Talvez mais sentimental. Talvez mais feliz. Talvez tudo dê errado.

Seria normal se eu dissesse que não estou nada feliz hoje? É o “meu dia” e isso me anima em nada. 16 anos. Pode parecer drama, mas estou próxima do fim... Era pra eu estar feliz, dia 27 de agosto só tem uma vez ao ano. As pessoas vêm me dar “parabéns” uma vez só por ano. Por que parabéns? O que tem de legal em ficar mais velha? Estou vendo minha infância cada vez mais distante de mim. Isso me assusta. Responsabilidade. Palavra que tomou de conta dos meus dias, tenho que ouvi-la pelo menos uma vez. Isso não é divertido.

Não, eu não quero que venham com abraços e com os seus “parabéns”. Não fiz nada de importante para merecer esse carinho e a atenção. É só uma data. Uma data que eu descartaria do calendário. Agosto não tem mais o dia 27, sinto muito pra você que também nasceu nesse dia.

Vou dar uma de Wendy e fugir com o Peter Pan. Não quero ficar mais velha. As pessoas vão começar a me comparar com esses adolescentes idiotas de hoje. Quantas garotas de 16 anos estão grávidas?

Estou infeliz com esses números. Em nada eles me agradam. E o pior é que estava fazendo contagem regressiva. Acho que as pessoas estão mais felizes do que eu hoje. Dia 27? Bah! Nada de especial. Aí vêm os programas... “Meus pêsames. Sinto muito, Ingrid, o número 15 acaba de morrer.” “Oh, não! Mas o que ele fez para merecer isso?” Contagem regressiva para o velório...

Talvez eu tenha problemas com aniversários. Ou melhor, eu tenho problemas com o meu aniversário. Quando é com os outros eu brinco: “Tá ficando mais velho, hein?!”, mas quando é comigo, é como se eu estivesse em um filme de terror.

O tempo está passando tão depressa e eu não estou conseguindo acompanhar. Estou ainda presa em meu passado. Isso é errado. Eu tenho que me desapegar a minha infância. Preciso amadurecer.

Seria coisa de adolescente? Uma fase talvez? Isso vai passar? Um dia, aniversário voltará a significar brigadeiro e presente? Ou vai continuar sendo um medo? Um dia, ele voltará a ser festa ou vai continuar sendo um dia de luto?

É tão duro ver que estou crescendo. Ficando mais velha. Isso me irrita tanto. Ah, como eu queria continuar sendo uma criança eternamente na Terra do Nunca. Não queria crescer e ver minha infância, meus brinquedos, minha inocência, minha vida, indo embora junto com cada ano que passa.

O meu maior medo é de começarem a me comparar com os jovens de hoje em dia. Começarem a me julgar como rebelde pela idade. Acharem que eu gosto de sair por aí pra beber, me drogar e beijar qualquer um por ter 16 anos. Não, por favor, eu não sou assim! Eu gosto de ler, de ficar em casa, de ficar com minha família, de ir a escola (é, isso é mais que verdade), gosto de escrever meus textos, isso é muito mais importante do que baladas. Pode ter certeza.

Esse texto está maior do que eu queria. Nem sei como terminá-lo. Não tenho uma conclusão para ele. Talvez esse texto nem seja lido até o final ou nem lido o começo. Alguns devem achar que eu sou idiota, que eu tenho problemas, que eu faço drama demais. Mas é meu aniversário, né?! Eu tinha que fazer pelo menos alguma coisa que me agrade.

Então... Feliz Aniversário, Ingrid. Dona do Pessoais e Sociais e futura escritora.

Ingrid Raina


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