Esse é um espaço que tenho para escrever o que penso, o que sinto. Fazer críticas sobre a sociedade, o mundo que vivemos, as atitudes e julgamentos das pessoas.

É sempre bom ver o que os outros pensam, cada um tem seu ponto de vista, e esse é o meu. Espero que gostem, pois o que faço é com muito carinho.

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Quem conta as histórias?

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Uma pessoa que adora escrever e usa a escrita como um desabafo sobre seus sentimentos e críticas que muitas vezes tem dificuldade de expor em seu dia-a-dia. Estudante de Pedagogia da Universidade de Brasília. (ingridraina.dirgni@gmail.com)

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Clarice Lispector

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Emoção e Razão

Perigo. Perigo. Pare. Por favor, pare. Me ouça. Estou te avisando. Pare. Alerta vermelha.  Está ficando tarde. Você vai se arrepender. Por favor. Perigo. Não se finja de surda. Não seja idiota. Por que?

Não chore. Sorria. Calma. Calma. Pare, por favor. Eu estou aqui. Eu te avisei. Você não me ouviu. Não chore. Por favor. Vai passar. Se acalme. Desculpa. Você deveria ter parado. Não diga que eu não te alertei. Pare. Sorria novamente. Sorria.

Não volte. Pare por aqui. Não vá. Não! Pare! Pare! Perigo. Não sorria. Por favor. Pare! Não! Não! Não! Por favor. Você vai se machucar. Mais uma vez. Não vá. Me escuta. Esquece. Deixe-o. Pare.

Esquece. Pare. Não chore. Você já passou por isso. Pare. Sorria. Esqueça. Calma. Estou aqui. Mais uma vez. Idiota. Sua boba. Não me escuta. Castigo. Novamente. Pare. Não olhe para trás. Sorria.

Por que você nunca me escuta? Eu tento te avisar. Você não obedece. Eu falo. Você não ouve. Eu te impeço. Você foge. Você briga. Você chora. Você grita. Você não me dá atenção. Depois... Depois você chora. Você volta. Coração despedaçado. Mastigado e cuspido. Usado e jogado. Batido e quebrado.

Eu tento. Você não está nem aí. Volta. Se arrepende. Chora. Mas nada passa. Tudo volta. E você retorna. Sinto muito, mas dessa vez eu desisto de te ajudar. Não quer minha ajuda... Se vira! 

Ingrid Raina


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Infelicidade

Aquele momento que estou chateada, que a infelicidade chama por meu nome, que tudo começa a dar errado e todos estão contra mim.

Posso estar exagerando às vezes, mas na hora da raiva tudo dá errado e em nada consigo pensar.

Alguém pode estar do meu lado, eu só não consigo enxergá-lo ou não estou dando a atenção que ele merece. Estou dando atenção somente àqueles que querem o meu mal.

Posso estar errada, talvez esse alguém nem exista, pois nesse mundo egoísta é difícil achar uma pessoa para ficar ao seu lado e te apoiar.

Mas eu não me importarei, não preciso de pessoas para eu seguir em frente, tenho minhas pernas para isso, não? Então, com a minha própria ajuda conseguirei chegar onde almejo e, quem sabe, essa infelicidade esqueça o meu nome.

Ingrid Raina


sábado, 18 de junho de 2011

E qual a graça?

Eu fico te observando... Querido peixinho, qual a graça de ser você? Depender de uma outra pessoa para te dar comida e trocar sua água, viver sozinho num aquário bem maior que você e simplesmente fazer nada, somente nadar e nadar, pra lá e pra cá.

Ficar no meio de água, só água. Não poder sair desse pote de vidro sem graça. Não poder comer se esquecerem você. Ficar na sujeira se não trocarem sua água. Um pequeno ser dependente.

Um pequeno ser do qual a vida não é tão longa e a qualquer momento pode morrer sem nenhuma explicação, por estresse ou por não cuidarem dele.

Mas eu te observo, apaixonada, admirada, impressionada. Como consegue viver tão solitário? Sem nem ao menos poder sair e se divertir. Qual a graça de ser você? Ah, talvez por você não ter nenhum problema para resolver, nenhum obstáculo para enfrentar, nenhuma pessoa para te atrapalhar ou te perturbar.

Aí, então, começo outro questionário: mas qual seria a graça de viver sem nossos problemas? Sem poder sonhar ou ter pessoas para conhecer? Teria graça? Teria sentido viver assim?

Agradeço por ter a vida que tenho. E ao observar esse pequeno ser, que nada fala, que nada faz, pude perceber que são com os meus problemas, com as pessoas, chatas ou legais e com os meus obstáculos que faço minha vida ter sentido.

Ingrid Raina


sexta-feira, 17 de junho de 2011

E eu não sou a mesma



E quando não estou com vontade de fazer algo, simplesmente saio de casa e vou ao parque. Talvez lá eu encontre algo que me faça sorrir ou que me deixe mais animada.

Sento e me encosto numa árvore. Aquela que eu sentava junto a você e que eu deitava minha cabeça no seu colo. Mas agora estou só e o tronco dessa minha querida árvore é a minha única companhia.

Começo a pensar e sinto um suave vento bater no meu rosto, então começo a me lembrar da sua mão passando pelo meu rosto suavemente.

De repente sinto uma lágrima escorrendo e fico na esperança de alguém impedi-la de cair, mas sei que não terá esse alguém.

Tudo me faz lembrar você e te querer a cada dia mais. A saudade não está ajudando. A dor não me deixa te esquecer! Eu só queria, uma vez, poder voltar a ser como eu era e deixar tudo para trás, mas é impossível.

Ingrid Raina


E o que importa?

Ah, eu sou assim e acho que ninguém pode me convencer a mudar, pois estou satisfeita.

Muitas pessoas dão valor a um carro, eu dou valor a um abraço. Muitos valorizam casas, eu valorizo sorrisos. Outros valorizam prédios, eu valorizo atitudes. Muitos valorizam navios, eu valorizo lágrimas. Muitos valorizam mortes, eu valorizo a vida.

E sabe quando valorizamos coisas que no final não valem nada? Eu não sei, porque o que eu valorizo tem muito valor para mim. É o meu tesouro e eu não trocaria um sorriso de um amigo, um abraço de mãe, uma atitude de irmão ou uma lágrima minha por nada. Porque sei que cada uma dessas coisas me ensinam ou me mostram algo de muito valor.

Do que adianta eu amar um carro se ele não irá me amar de volta? Ou valorizar uma casa se eu posso perdê-la a qualquer hora? Do que vale uma morte se tem a vida?

Pra que dar valor as coisas materiais e esquecer as sentimentais, se podemos perdê-las num instante?

Esse mundo precisa aprender muita coisa ainda e está bastante difícil. Pois quantas vezes morreram pessoas por causa de brigas por terras ou outros bens materiais? Muitas vezes. Muitas pessoas. Muitas mortes! E quantas vezes mataram bebês em abortos por não terem dinheiro? Pobres bebês inocentes e sem defesa...

Precisamos dar um basta nisso e começar a dar valor para o que realmente importa. A vida é o que importa.

Ingrid Raina



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